[Artigo]: Design para a Internet, em busca da Experiência perfeita ou fluída?

Tempos atrás adiquiri este excelente livro do Felipe Memória, confesso que demorei um pouco para ler ele, pois fiquei muito atarefado, sempre quando dava uns peguinhas nele, dava uma boa leitura, sempre lia uns trechinhos esperando os  fabulosos ônibus aqui em Curitiba (se aqui é ruim imagina no resto do país u.u’).

No geral achei um livro de boa leitura tem um capitulo bom comentando a importância de um briefing (coisa que empresas pouco se importam, devido ao fato do “cliente quer agora”), nada aprofundado (como se fosse uma leitura normativa), bons estudos de cases de empresas no segmento Web (o da BBC é muito bom o estudo), só apenas uns contras:

  • Pagação de pau para a globo.com
  • Umas partes que entendi como simplesmente como: “blá, blá, blá”
  • O subtítulo do livro

Pelo fato que o Felipe ajudou a montar os portais do BBB fez ele falar muito deles, da forma que eles resolveram problemas de votação, como ele evoluiu, etc. Pouco me importa este fato ¬¬’.

Outra coisa de como o laboratório de usabilidade da globo.com é “powe the best of rulle then all” e um estudo cansativo do case do globo media center (quem usa ele hoje em dia?), coisa que poderia ser retirada do livro. Tá certo que foi escrito em 2005, mas me fez entender que a globo é tudo de bom e o resto é resto. A única coisa para mim que presta em termos de usabilidade e experiência é o G1.com.br (apesar do nível das notícias terem caído muito), quem sabe na época do livro seria outros quinhentos.

Várias partes do livro eu me obriguei a pular, pois para mim parecia que ele utilizou o “gerador de lero lero” para incrementar uns trechos, eu lia e entendia só como “blá, blá, blá, blá e blá”, o trecho final para mim foi só isso praticamente. Dava para retirar umas 15 páginas do livro de puro nada.

O subtítulo do livro, achei muito “vangloriador” da parte, a primeira impressão que tive do livro é que ele seria um bom material didático para eu fazer a experiência mais perfeita possível para o usuário. Mas calma lá, “perfeição” é um conceito que não existe e que ninguem na face da terra pode afirmar isto. Por quê? Porque somos seres diferentes, com emoções diferentes. A experiência perfeita para um, pode ser totalmente frustativa para outro. Quando terminei a leitura deste livro, pensei logo em “Experiência fluída“, pois isto que o livro me passou: conceitos e estudos que proporcionaram uma excelente experiência fluída para com o usuário.

Quando faço meus estudos, foco numa experiência 70%-30%. Setenta porcento de boa experiência e os 30 pórcento restantes de frustações que os mesmos apresentam, considero uma boa margem, pois nada é a perfeição. Não vou gastar noites de sono me frustando com o fato de “perfeição”.

No ademais, o livro tem uma boa abordagem sobre conceitos de usabilidade, conceitos teóricos antes da montagem do projeto, como wireframesstory boards, recomendações de navegação (amei o estudo das migalhas de pão). A parte de convenções para uma montagem de interface, que reforça a idéia queo designer de interface deve conhecer profundamente os padrões e as práticas mais utlizadas na Web. Esse conhecimento funciona como ponto de partida para qualque trabalho, servido como base para as novas soluções. E na dúvida, a preferência é a “convenção“. (palavras do próprio autor do livro).

Foi uma compra boa de livro, carregarei na minha mala por enquanto (junto com o livro do Steve Krug), para usar como um livro de consultas rápidas, alguns dizeres dele podem ser aproveitados no meu dia-a-dia. ;D

Comprar Design para a Internet – projetando a experiência perfeita no Submarino.

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